22 maio, 2017

Resenha - Três coisas sobre você

Título: Três coisas sobre você
Autora: Julie Buxbaum
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2016
Gênero: YA/Romance
Sinopse: Setecentos e trinta e três dias depois da morte da minha mãe, 45 dias após o meu pai fugir para se encontrar com uma estranha que ele conheceu pela internet, 30 dias depois de a gente se mudar para a Califórnia e apenas sete dias após começar o primeiro ano do ensino médio numa escola nova onde conheço aproximadamente ninguém, chega um e-mail. Deveria ser no mínimo esquisito, uma mensagem anônima aparecer do nada na minha caixa de entrada, assinada com o bizarro nome Alguém Ninguém. Só que nos últimos tempos a minha vida tem estado tão irreconhecível que nada mais parece chocante.
A vida de Jessie está virada de ponta cabeça, ela perdeu a mãe, seu pai começou se encontrar com alguém que conheceu pela internet, ela e o pai se mudam para a Califórnia e Jessie está começando as aulas em uma nova escola onde não conhece ninguém.

Jessie recebe um e-mail de um garoto que diz ter 16 anos, mas nunca revelará a sua identidade, ele assina os e-mails como Alguém/Ninguém,  ele vai ser para ela o seu guia espiritual virtual e vai ajuda-la a se adaptar a nova escola Wood Valley, ele diz que ela chamou a sua atenção por ser diferente dos outros alunos e assim vai dizer a ela com quem deve ou não fazer amizade, ela pode perguntar a ele o que quiser menos sobre sua identidade.

Jessie não consegue se relacionar com o seu meio irmão Theo, ele não é nada receptivo e não entende porque ele é tão arrogante. Eles têm algo em comum, a mãe de Jessie e o pai de Theo morreram de câncer e pelo visto ambos sofrem muito, pois eram muito ligados a eles.

Ela não consegue se adaptar a todo aquele luxo e frescura, ela não entende porque Theo não quer que o pai aceite o emprego perto do colégio deles, Theo diz que será vergonhoso, ele vê Jessie e seu pai como intrusos.

Jessie sente falta da sua casa, da escola e da sua amiga Scarlet e principalmente de sua mãe, se sente chateada por seu pai ter tomado a decisão de se mudarem e não ter levado em conta suas vontades também.

Aos poucos ela vai conseguindo fazer amizades, a primeira amizade que faz é com Adriana, uma menina legal e divertida. Ela conhece alguns garotos como Ethan, Liam e Caleb, ela fica muitas vezes tentando imaginar qual deles é que envia os e-mails para ela.


A trama mostra bem as questões que jovens enfrentam quando vão para uma nova escola, como muitas vezes essas mudanças não são fáceis, mas que assim que se sentem acolhidos como Jessie se sentia depois de fazer amizades, as paixonites típicas dessa fase. Jessie tem que lidar com algo mais que não só o bullying que sofre na escola, tem que lidar com a morte da mãe e aceitar a nova esposa de seu pai que não tem nada a ver com sua mãe.

Essa leitura foi uma verdadeira montanha russa, em alguns momentos eu estava adorando a leitura, em outro estava totalmente desconectada, desconcentrada e não conseguia manter uma conexão com os personagens. O início é interessante, engraçado, misterioso, mas conforme a história foi se desenrolando eu fui perdendo o interesse, os conflitos que acontecem são bem previsíveis, pelo menos para mim, pelo visto a história não funcionou comigo como funcionou com outros leitores, vi muitos elogios à trama, mas comigo a química foi diferente.

12 maio, 2017

Top 10 - Livros do gênero: biografia/história/memórias


Oi, gente!!
A  partir de hoje eu vou fazer o Top 10 todas as sextas, sempre mostrando o que leio e também livros que estão na minha lista de leitura, assim passo dicas para quem visita o blog e podem deixar dicas nos comentários.

Hoje eu vou listar 10 livros para quem gosta do gênero história/biografia/memória, eu sempre gostei de assistir documentários e livros desse gênero estão sempre na minha lista de leitura.
Vou deixar a sinopse (retiradas do Skoob) junto com a imagem para vocês saberem de que se trata cada livro.

Sinopse: Neste livro-reportagem fundamental, a premiada jornalista Daniela Arbex resgata do esquecimento um dos capítulos mais macabros da nossa história: a barbárie e a desumanidade praticadas, durante a maior parte do século XX, no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena. Ao fazê-lo, a autora traz à luz um genocídio cometido, sistematicamente, pelo Estado brasileiro, com a conivência de médicos, funcionários e também da população, pois nenhuma violação dos direitos humanos mais básicos se sustenta por tanto tempo sem a omissão da sociedade.
Pelo menos 60 mil pessoas morreram entre os muros da Colônia. Em sua maioria, haviam sido internadas à força. Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental. Eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava ou que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos. Pelo menos 33 eram crianças.
Resenha - Holocausto Brasileiro
Essa leitura foi muito triste, lembro que me causou muita raiva em saber o quanto o ser humano é cruel.

Sinopse: Carandiru feminino. A brutal vida das mulheres tratadas como homens nas prisões brasileiras.
Grande reportagem sobre o cotidiano das prisões femininas no Brasil, um tabu neste país, Nana Queiroz alcança o que é esperado do futuro do jornalismo: ao ouvir e dar voz às presas (e às famílias delas), desde os episódios que as levaram à cadeia até o cotidiano no cárcere, a autora costura e ilumina o mais completo e ambicioso panorama da vida de uma presidiária brasileira. Um livro obrigatório à compreensão de que não se pode falar da miséria do sistema carcerário brasileiro sem incorporar e discutir sua porção invisível.
Presos que menstruam, trabalho que inaugura mais um campo de investigação não idealizado sobre a feminilidade, é reportagem que cumpre o que promete desde a pancada do título: os nós da sociedade brasileira não deixarão de existir por simples ocultação – senão apenas com enfrentamento.
Não escrevi a resenha desse livro ainda, mas posso dizer que a leitura faz a gente pensar na situação das mulheres presas, muitas estão lá por tentar ter uma vida melhor e mais incrível, muitas acabam nessa situação por causa do relacionamento com homens que principalmente são traficantes ou por sofrerem agressão e acabam tomando a pior decisão possível. Mas o que mais chama a atenção é a maneira como elas são tratadas dentro dos presídios.

Sinopse: No dia 17 de dezembro de 1961 acontecia, em Niterói, a maior tragédia circense da história e o pior incêndio com vítimas do Brasil. Mais de 3 mil espectadores, a maioria crianças, lotavam a matinê do Gran Circo Norte-Americano, anunciado como o mais famoso da América Latina, quando a trapezista Antonietta Stevanovich deu o alerta de "fogo!". Em menos de dez minutos, as chamas devoraram a lona, justamente no momento em que o principal hospital da região se encontrava fechado por falta de condições. O prefeito da cidade estabeleceu em 503 o número oficial de mortos, mas a contabilidade real nunca será conhecida. Cinquenta anos depois, o jornalista Mauro Ventura reconstitui o episódio em 'O Espetáculo Mais Triste da Terra'. Curto-circuito ou crime? Era a pergunta que todos se faziam. A polícia logo descobriu um suspeito, mas até que ponto ele era o verdadeiro culpado ou o bode expiatório ideal para dar satisfações rápidas à sociedade e encobrir possíveis falhas das autoridades e do dono do circo? Quatro meses depois da renúncia do presidente Jânio Quadros, o país chegava novamente às manchetes internacionais. O papa mandou celebrar uma missa pelas vítimas e enviou um cheque para ajudar no tratamento dos sobreviventes. O impacto da tragédia em Niterói, então capital do estado do Rio de Janeiro, foi tamanho que o assunto permanece encoberto até hoje.
Por envolver crianças essa história é triste demais, mas o que percebi durante a leitura é como o ser humano consegue ser forte em meio a uma tristeza como a que acometeu essa tragédia.

Sinopse: Até a publicação desta obra, acreditávamos que tudo já havia sido dito sobre Pablo Escobar, um
dos piores criminosos da história da América Latina. Mas os muitos relatos disponíveis sobre ele foram contados por alguém de fora, nunca a partir da intimidade do lar. Mais de vinte anos depois da morte do chefe do Cartel de Medellín, Juan Pablo Escobar viaja em direção a um passado que não escolheu a fim de mostrar um lado inédito de seu pai, o homem capaz de chegar aos piores extremos de crueldade, ao mesmo tempo em que professava amor infinito por sua família. Este não é um livro de um filho que busca a redenção para seu pai, mas um relato estremecedor das consequências da violência.
Série - Escobar, El Patrón del Mal
Fazia muito tempo que desejava ler esse livro, Pablo Escobar se tornou uma figura chamativa para mim, depois de assistir uma série colombiana que conta a sua trajetória, fiquei fascinada pela história dele. Sim ele foi um homem muito cruel, mas com relação a sua família ele era completamente o oposto e isso é que me fascina podemos ver os dois lados em uma mesma figura, o extremamente cruel e vingativo e ao mesmo tempo um homem amoroso e capaz de fazer tudo pela esposa e pelos filhos.

Sinopse: Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.
Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva pessoas com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo – e ainda dá continuidade ao trabalho de seu padrasto Otto, pai de Anne Frank, garantindo que o legado de Anne nunca seja esquecido.
Resenha - Depois de Auschwitz: O emocionante relato de uma jovem que sobreviveu ao holocausto
Um relato emocionante de uma sobrevivente, nesse livro ela conta tudo que aconteceu, como superou a dor de ter visto tantas pessoas morrerem e transformou essa dor em esperança.

Sinopse: "Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia então parte da finada União Soviética , provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo. "
Resenha - Vozes de Tchernóbil
Esse livro está na minha lista de favoritos, mostra relatos de pessoas que sobreviveram, mas vivem a sombra desse maior desastre nuclear que já aconteceu, muitas nem sabiam o que realmente estava acontecendo, foram mantidas no escuro e viram seus familiares sucumbirem a morte muitas vezes de forma muito dolorosa.

Estão na minha lista de leitura:
Sinopse: “Nevando em Bali”, best-seller da escritora australiana Kathryn Bonella, é um livro raro e absorvente, que traz revelações que vão chocar os leitores interessados em jornalismo investigativo e em histórias humanas por trás dos folhetos que prometem paraísos terrestres. Jovens do mundo inteiro, entre eles surfistas sul-americanos como o brasileiro Rafael, enriquecem até o delírio na pequena e linda Bali, cujos moradores são famosos por acolher com gentis e hospitaleiros sorrisos milhões de turistas. No estilo de vida criado por esses novos playboys, o tráfico de cocaína desempenha papel fundamental. E eles poderão acabar na prisão de Kerobokan, verdadeiro inferno, ou fugir. Mas pagarão alto preço pela vida de luxo. Construído à base de relatos verdadeiros, de primeira mão, sobre esses traficantes, o livro lança a pergunta: quem será o próximo a acabar em kerobokan? Um livro indispensável.
Sinopse: O livro 'Estação Carandiru' é resultado da experiência do próprio autor no lugar que foi o maior presídio do Brasil. A convivência com os presidiários e funcionários do presídio teve início quando foi desenvolvido o seu trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Esta convivência proporcionou o conteúdo do livro, onde o autor descreve desde a divisão física da Casa de Detenção, os pavilhões, até a sociedade carcerária e relatos de detentos e funcionários.
Sinopse: A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente.
É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Alexiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.
Sinopse: Quase quarenta anos depois da publicação de sua primeira edição, O que é isso, companheiro?, que foi adaptado por Bruno Barreto para o cinema em 1997, continua sendo um dos mais contundentes documentos históricos já produzidos acerca do período militar. "Este é o livro de um homem correndo da polícia, tentando compreender como é que se meteu, de repente, no meio da Irarrazabal, no Chile, se apenas cinco anos antes estava correndo da Ouvidor para a Rio Branco, num dos grupos que fariam mais uma demonstração contra a ditadura militar que tomara o poder em 1964. Onde é mesmo que estávamos quando tudo começou?" - Fernando Gabeira
Publicado pela primeira vez em 1979, O que é isso, companheiro? conquistou um lugar de destaque na categoria dos livros que melhor retratam um dos períodos mais obscuros da história brasileira: a ditadura militar. Documento histórico - esta seria a melhor maneira de categorizar a narrativa que Fernando Gabeira empreende para nos contar, em primeira pessoa, como jovens guerrilheiros, em 1969, conseguiram realizar a mais espetacular proeza de um grupo de esquerda: o sequestro do embaixador americano. O então jornalista recém-saído do Jornal do Brasil e seus companheiros de organização "trocaram" a vida do embaixador pela libertação de 15 presos políticos.
Heróis? Vilões? Loucos? Inconsequentes? A vitalidade deste livro, sua permanência e sua importância residem no fato de que seu autor nunca esteve alheio às contradições de sua geração. Nas páginas deste contundente, emocionante e, por vezes, irônico relato, somos confrontados com nossos próprios fantasmas. Será que somos tão diferentes assim do que foi Fernando Gabeira? Aos 75 anos, ele segue sua jornada, contando e refletindo sobre a história do nosso país. A coragem de admitir que precisamos nos reinventar a cada dia na construção de um mundo melhor e mais democrático continua sendo uma de suas qualidades mais marcantes. Aos que resistem a isso, cabe-nos apenas perguntar: O que é isso, companheiro?

Quais vocês já leram, o que sentiram enquanto liam? Quais vocês gostariam de ler?
Podem deixar dicas nos comentários.

11 maio, 2017

O que estou lendo + quote - O Ceifador e Harry Potter e o Enigma do Príncipe



Oi, gente!!
Hoje vim aqui mostrar para vocês o que estou lendo nesse momento. Primeiro preciso falar sobre O ceifador, com certeza ele vai entrar para a lista de favoritos e melhor do ano, é primeiro livro que leio do autor e estou apaixonada pela escrita, pela trama é tudo perfeito, a leitura flui de forma super envolvente e instigante, já recomendo a leitura para todos.
Estou relendo a série Harry Potter e estou no sexto livro, embora já tenha lido os livros antes a escrita da autora ainda me surpreende, ainda me pego suspirando com alguns personagens, tudo parece ser uma surpresa ainda e isso é que mais me fascina nessa série, agora que estou lendo de novo estou percebendo detalhes que não havia percebido antes.

2042 é o ano em que vencemos a morte e também quando paramos de contar. Claro, ainda numeramos os anos por mais algumas décadas, mas, assim que a imortalidade foi alcançada, a passagem do tempo perdeu importância.
⎼ Levando em conta o crescimento populacional e a capacidade da Nimbo-Cúmulo de nos sustentar, concluímos que um certo número de pessoas deve ser coletado a cada ano ⎼ ele disse.
Após quase três meses de aprendizado, Citra não conseguia mais negar que queria ser escolhida pelo ceifador Faraday para receber o anel. Por mais que resistisse, por mais que dissesse a si mesma que aquela vida não era para ela, tinha passado a ver a importância do ofício e a perceber que seria uma boa ceifadora. Ela sempre quis levar uma vida significativa e fazer a diferença. Como ceifadora, isso seria possível. Sim, teria sangue em suas mãos, mas o sangue podia ser purificador.

⎼ Muito bem, então ⎼ disse Dumbledore, abrindo a porta do barraco de vassouras e saindo. ⎼ Vejo luz na cozinha. Não vamos privar Molly, nem mais um instante, da oportunidade de lamentar como você está magro.
⎼ O Profeta Diário ás vezes acaba noticiando a verdade, ainda que por acaso. Certo, foi por isso que discutimos. Bem, parece que finalmente Rufo descobriu um jeito de encurralar você.
⎼ Ele me acusou de ser "por inteiro um homem de Dumbledore".
⎼ Que grosseria a dele.
⎼ Eu respondi que era.
Dumbledore abriu a boca para falar e tornou a fechá-la. Às costas de Harry, Fawkes, a fênix, soltou um pio baixo, suave e melodioso. Para seu intenso constrangimento, Harry percebeu repentinamente que os olhos muito azuis de Dumbledore pareciam marejados [...]

10 maio, 2017

Resenha - O treinador do meu sobrinho

Título: O treinador do meu sobrinho
Autora: Vanessa Gramkow
Editora: Ella
Páginas: 146
Ano: 2017
Gênero: Romance/Literatura Nacional
Sinopse: Duda aprendeu que a vida não era fácil, mas nunca se deixou abater pelos obstáculos. Conhecida por sua personalidade ousada, ela valorizava sua própria liberdade acima de quaisquer sentimentos. A vida estava sempre sob seu controle... até seu sobrinho, o jovem tenista Igor, garantir-lhe que André, seu treinador, seria o “homem ideal” para ela. Duda não acha que precisa de qualquer relacionamento sério, aliás, aprendeu que o amor não existe para todos, especialmente não para ela. Por isso, tudo soava muito divertido quando Duda soube que finalmente conheceria o “tão mencionado” André; o problema é que o tal “homem ideal” era um babaca que parecia muito disposto a irritá-la. Agora, Duda precisará lidar com as expectativas românticas de seu sobrinho, a monitoria estressante de sua irmã mais velha, o confronto com seu próprio passado doloroso e a verdade de que nunca é tarde para aprender a amar.
Em O treinador do meu sobrinho, vamos conhecer Duda, que deixou de lado a carreira de modelo e se entregou a profissão de fotógrafa, ela adora fotografar os bastidores dos desfiles.

Duda prometeu ao sobrinho que iria assistir aos jogos do campeonato internacional de tênis que acontece em Santa Catarina, Igor fez um pedido especial à tia, ele quer que ela seja responsável por seu book do campeonato. Igor trocou de treinador, seu sobrinho elogia muito André, e ela ainda não o conhece e Igor acredita que ele é o par perfeito para Duda.

Quando Duda chega à cidade de Florianópolis é carnaval e resolve aproveitar um pouco a noite e tirar algumas fotos, um homem a chama para tirar fotos dele com suas amigas e aos poucos ela começa se sentir atraída por ele, como ela pode se deixar levar e envolver por um homem que nunca viu? Ela é extremamente impulsiva. 

Ela não acredita que o amor exista, ela não quer um relacionamento sério com ninguém, sempre que o rolo fica mais sério ela acaba com tudo, quer mais é se divertir e só, mas não percebe que muitas vezes essas atitudes podem machucar as pessoas que se envolvem com ela.

O campeonato se realizará em um resort lindíssimo a beira mar, assim que ela encontra o seu sobrinho dá para perceber o carinho que há entre eles, Mariana mãe de Igor e irmã de Duda é um tanto chata, sempre querendo que Duda se amarre logo a alguém e pare de ficar pulando de relacionamento em relacionamento que nunca dão em nada.

Duda encontra seu ex namorado, Alexandre, eles vão almoçar juntos e ela relembra o passado, eles se conheceram quando ela desfilava e começaram a namorar, mas conforme o tempo foi passando ela percebeu que não o amava e resolveu acabar com tudo, ela se sente um tanto culpada por ter causado muita tristeza a Alexandre, pois ele já tinha a vida deles toda planejada. Alexandre era bastante possessivo e quando ela terminou tudo ele fez com que ela não conseguisse trabalho como fotografa por um tempo e acabou aceitando um convite para um desfile, quando percebeu que estava sendo paga por Alexandre para desfilar, ela rejeita o pagamento e o trabalho, assim ficou conhecida como ‘a modelo que rejeitou um milhão de reais por um desfile’. Atualmente Alexandre está mudado e Duda fica feliz por ainda serem amigos, mas Alexandre ainda a ama.

Assim que Igor apresentou André para Duda ela ficou completamente perdida ao perceber que eles já tinham se encontrado, ela não conseguia disfarçar o quanto se sentia atraída por ele. Ela sabe que talvez André não seja o homem ideal para ter um relacionamento, mas no momento é ele que ela precisa, ela sabe que é estranho estar apaixonada por alguém que mal conheceu, mas é ele que ela quer. Quando ela resolve que é hora de abrir seu coração para deixar alguém ocupa-lo, ela se entrega totalmente a André e não imaginava o quanto iria se decepcionar e sofrer.


Duda está agora sentindo o que fez outros sentirem, o que Alexandre sentiu quando ela terminou tudo, ela não imaginava que poderia se machucar tanto, ela se sente despedaçada. Para esquecer a decepção que André lhe causou, ela se entrega a Alexandre, eu não gostei muito da atitude dela, penso que ir para a cama com outro não é a melhor maneira de resolver ou esquecer tudo, até porque Alexandre ainda é apaixonado por ela e ela o está machucando mais ainda e não percebe isso. 
Alexandre se sente feliz demais por estar do lado de Duda, ele acredita que pode fazê-la feliz.

Igor conhece muito bem sua tia e sabe que ela não está feliz de verdade. Ele é apenas um adolescente, mas têm conversas bem maduras com Duda, ele ainda acredita que ela só será feliz ao lado de André.

Alexandre a trata bem, mas mesmo assim ela sente um vazio no coração e percebe que é hora de mudar essa situação. É aqui que as mudanças começam e eu vou parando por aqui, vou deixar vocês curiosos.

O livro tem umas reviravoltas impressionantes, André ganhou o meu coração depois que é revelado o que ele fez para ajudar uma amiga a realizar seu sonho, tem que ser uma amizade verdadeira para fazer o que ele fez e ter muita coragem. A autora mostra ao leitor que o amor verdadeiro existe e é impossível viver longe dele e mostra outra forma de amor, o entre amigos.
Eu que pensei que a trama seria um clichê, mais do mesmo, levei foi uma rasteira, fiquei encantada com a trama criada pela autora, realmente surpreendente e só posso dizer que recomendo.
Leiam, porque vale a pena descobrir tudo.  

08 maio, 2017

Resenha - Todos Iguais, Poucos Diferentes

Título: Todos Iguais, Poucos Diferentes
Autora: Morais de Carvalho
Editora: Chiado
Páginas: 146
Ano: 2016
Gênero: Drama
Sinopse: Agora, neste preciso momento, esqueça o que está ao seu redor. Pare e sente-se comigo neste banco de jardim. Observe todas estas pessoas que correm, que sobrevivem, que morrem. Sinta o seu cheiro a desespero, veja a sua luta diária para pertencer à sociedade. Repare agora nos pormenores: a vizinha que me acolhe nos seus braços e me vem dizer um «olá», uma mulher que foge de mim por ter medo de se tornar num ser louco como eu e um gato que se esfrega nas minhas pernas. Venha, sente-se comigo no meu banco de jardim e no final poderá decidir se quer ser afinal como todos os outros, levantar-se e ir a correr atrás de todos nós, à procura de coisa nenhuma, ou se por outro lado prefere sentar-se neste banco e caminhar os seus próprios pensamentos. Sente-se, vou contar-lhe a minha estória, a minha loucura.
Todos iguais, poucos diferentes, é um livro diferente, que de uma forma envolvente faz o leitor acompanhar as histórias de um protagonista que não é nomeado e sua amiga uma velinha muito amorosa, que adora tomar chá de camomila e que conquista o leitor.

O livro mostra ao leitor o quanto estamos nos aproximando cada vez mais da tecnologia e esquecemo-nos do que há a nossa volta. A preocupação com a aparência, o ter cada vez mais, ser melhor que o outro e sem perceber o ser humano ao invés de evoluir esta retrocedendo cada vez mais, o protagonista nos mostra o quanto faz falta ter o apoio dos pais.

Ser diferente é tão ruim assim como muitas pessoas acham? Ser diferente é normal, é conseguir enxergar coisas que muitas pessoas não conseguem ver, é se admirar e tentar entender por que algumas pessoas agem da maneira que agem.


Quando o protagonista vê uma mulher ser assaltada e percebe que ela ao invés de ficar com raiva ou qualquer outra reação adversa, ela pede a Deus que perdoe o assaltante, isso o deixa perplexo e a partir daí começa a seguir a mulher, cuida a sua rotina e conforme ele vai conhecendo sua família e a relação entre eles o protagonista começa a pensar em sua própria vida, sua infância e como vive atualmente.

Ele tem apena uma companhia, que é a Dona Maria, ela é sua vizinha, uma senhorinha que me conquistou assim que apareceu na trama, sempre com a sua TV ligada e seu chá de camomila.

A escrita da autora é muito envolvente e conforme a trama vai evoluindo ela faz o leitor refletir sobre suas ações. Um livro diferente que me deixou realmente surpresa, com um final triste, mas que tem tudo a ver com a direção que a trama toma.
Leitura recomendada.

01 maio, 2017

Resenha - Véu do Tempo

Título: Véu do Tempo
Autora: Claire R. McDougall
Editora: Jangada
Páginas: 368
Ano: 2017
Gênero: Romance/Histórico
Sinopse: A medicação para a epilepsia mantém Maggie num estado permanente de torpor, mas não consegue aliviar sua dor por ter perdido a filha em decorrência da mesma doença. Com o fim do seu casamento e o filho mais velho num colégio interno, Maggie se muda para uma casa de campo nas ruínas de Dunadd, o local histórico que um dia foi a sede da realeza da Escócia. Tudo muda em sua vida após uma convulsão, e Maggie desperta num vilarejo dentro dos muros de Dunadd do século VIII. Mesmo sem saber se isso realidade ou apenas uma alucinação causada pela doença, ela é atraída pela presença de Fergus, irmão do rei e pai de Illa, uma menina que tem uma semelhança impressionante com a sua falecida filha. Mas, com as demandas do presente chamando-a de volta, conseguirá Maggie deixar para trás o príncipe escocês que já a chama de meu amor?
Quando li a sinopse duas coisas me fizeram ficar com um pé atrás, primeiro eu não me dou muito bem com histórias que tem viagem no tempo e coisas desse tipo, muitas vezes acabo ficando perdida demais. E a segunda é que vi que o romance se passa na Escócia medieval e romance de época não é algo que me chame à atenção, mas mesmo assim resolvi apostar na leitura e assim sair da minha zona de conforto.

Só em dar a primeira olhada na diagramação eu já gostei bastante principalmente porque a fonte é tamanho maior que a que geralmente encontramos nos livros, para mim que tenho problema de visão isso facilita muito a leitura, principalmente à noite.

Margarete Griggs sofre de epilepsia, quase sempre após uma convulsão ela dorme e sonha muitas vezes com reis, guerreiros e homens escoceses. O mundo dela desmoronou depois que a filha, Ellie, morreu durante uma convulsão e seu marido a culpa por ter passado a sua doença a diante, seu filho Graeme foi para um Colégio interno e Margarete agora está se divorciando.

Ela resolve ir para um chalé em Dunadd, como ela está em um lugar onde ninguém a conhece ela resolve começar a usar o seu nome de quando era solteira e agora se apresenta sempre como Maggie Livingstone.

Ali em Dunadd Maggie conhece um homem chamado Jim que mora em outro chalé, ele a visita e ela acaba gostando muito de conversar com ele, pois Jim é educado e bem informado, parece ser uma pessoa boa para conversar e eles vão ter muito que conversar no decorrer da trama criada pela autora.

Após uma convulsão Maggie pega no sono e se vê em uma Dunadd completamente diferente, a muralha envolta do local, o castelo e as pessoas com suas vestes típicas de séculos atrás. Quando ela é descoberta naquele lugar, homens a levam até uma mulher chamada Sula que é uma bruxa. Nessa Dunadd de séculos atrás, Maggie vai conhecer Fergus, ele perdeu sua esposa Saraid para a peste e ele não se vê casando novamente, mas seu irmão e sua mãe a rainha acreditam que já é hora de ele se casar. Fergus tem uma filha, Illa, que tem oito anos e o maior medo de Fergus é de perdê-la. Illa é muito parecida com a filha que Maggie perdeu e Fergus a acha muito parecida com a sua esposa morta.

Quando Fergus vê Maggie pela primeira vez ele fica intrigado com suas vestes, seu cabelo, mas não consegue parar de pensar naquela mulher. O encontro entre eles foi um tanto rude, é isso que eu não gosto em romances de época, a maneira como os homens tratam as mulheres, a maneira como ele fez para saber se ela era realmente uma mulher é repugnante e revoltante para mim.


Maggie está aproveitando o tempo no chalé para dar continuidade a sua tese sobre bruxas, ela faz isso enquanto espera o dia de sua cirurgia, ela resolveu fazer uma lobectomia para assim parar com as convulsões, mas com elas ela vai parar com os sonhos e será que ela estará preparada para não encontrar mais Fergus?

Quando Maggie vai até Glasgow assinar o seu divorcio e depois vai para Edimburgo visitar seu filho, eles fazem um passeio por lugares históricos e isso me fascinou, é muito legal conhecer um pouco da história da Escócia através de um romance como esse.

Eu fiquei muito surpresa por ter gostado e me envolvido tanto com a leitura, principalmente porque a autora descreve tão bem os lugares eu conseguia visualizar e isso fez eu me sentir dentro da trama, mas tem uma coisa que eu não consigo entender e é isso que me deixa frustrada quando leio livros com tempos diferentes, como ela tá no passado interagindo com os personagens e ao mesmo tempo está ativa no presente, isso deu um nó na minha cabeça enquanto lia, por isso que tramas que o personagem está no passado e no presente não funcionam comigo.

Eu gostei muito de ter saído da minha zona de conforto, foi bom ter dado uma chance a leitura, vi que tem muitas tramas diferentes, bem elaboradas ao alcance dos leitores, só é preciso se disponibilizar a conhecer gêneros diferentes.
Leitura recomendada!