24 fevereiro, 2017

Resenha - O Feiticeiro de Terramar

Título: O Feiticeiro de Terramar
Autora: Ursula K. Le Guin
Editora: Arqueiro
Páginas: 176
Ano: 2016
Gênero: Fantasia

Sinopse: Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda.
Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários.
Publicado originalmente em 1968, O feiticeiro de Terramar se tornou um clássico da literatura de fantasia. Ged é um predecessor em magia e rebeldia de Harry Potter. E Ursula K. Le Guin é uma referência para escritores do gênero como Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Neil Gaiman.
O Feiticeiro de Terramar, conta a história de um famoso feiticeiro, vamos saber como ele se transformou no maior feiticeiro, sua mãe morreu antes de ele completar 1 ano e seu nome era Duny.

Duny viu sua tia falar palavras estranhas para chamar as cabras e resolveu usá-las também, quando sua tia percebeu que ele tinha o dom da magia ela resolveu ensiná-lo, mas com uma condição, ela o enfeitiçaria para que ele não falasse e assim ninguém saberia de nada, ela usou o seu feitiço mais forte e percebeu que o garoto era muito forte e isso significava que ele seria poderoso.

Duny se encantou com o fato de poder chamar os falcões e quanto mais queria aprender mais a bruxa se aproveitava dele, e com o tempo ele já sabia muita coisa e com 12 anos percebeu que a magia não era nada infantil.

Ele começou a ser chamado de gavião porque as crianças sempre o viam com uma ave de rapina por perto, mas no futuro o seu verdadeiro nome e identidade seria esquecido.

Ao completar 13 anos Duny recebe o seu novo nome e vai embora com um feiticeiro chamado Ogion, mas ele quer aprender mais e acaba deixando Ogion e vai para Roke, o seu nome agora é Ged.

Em Roke, Ged aprende muitas coisas e uma delas é que não deve evocar feitiços que não tem domínio, quando ele faz isso quase acaba morrendo e vai precisar fugir por um bom tempo, mas logo enfrentará o mal que criou.

Ged sai de Roke e vai para um vilarejo a fim de protegê-lo dos ataques de dragões, mas lá ao tentar salvar a vida de um menino ele acaba vendo a sombra que o persegue e resolve então ir embora, mas vai cumprir sua missão primeiro, ele vai até o lugar onde os dragões estão e conversa com o mais velho e faz um acordo, ele não o mata e o dragão promete não atacar o vilarejo.


A leitura não é envolvente, os personagens não são cativantes, não me fizeram sentir empatia, as coisas acontecem de uma forma superficial, a trama em si é interessante, mas a maneira com que a autora escreveu de forma não muito detalhada deixa o leitor com poucas expectativas para o final.

Eu penso que o livro não superou as expectativas porque muitos de nós leitores já tivemos contato com muitos livros de fantasia que trazem tramas muito bem elaboradas e como esse livro foi escrito a muito tempo e praticamente é um precursor do gênero, faz o leitor esperar algo mais surpreendente, que não aconteceu e por isso a leitura se torna um tanto frustrante.

O Feiticeiro de Terramar não me conquistou como eu acreditava que conquistaria, mas o enredo em si é como já disse interessante, vamos ver Ged aprender muita coisa enquanto viaja por mares e lugares que não conhecia. Como esse é o primeiro livro do Ciclo Terramar eu quero ler os próximos, pois quero ver Ged evoluir como feiticeiro e acredito que a continuação deve ser mais interessante, pois vamos ter superado esse momento inicial de Ged e assim poder acompanhar de forma mais envolvente suas aventuras.

Eu recomendo a leitura, pois percebi que muitos leitores gostaram bastante desse primeiro livro.

22 fevereiro, 2017

Resenha - O Livro de Memórias

Título: O Livro de Memórias
Autor: Lara Avery
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Ano: 2016
Gênero: YA/Sick-Lit/Romance
Sinopse: Sammie sempre teve um plano: se formar no ensino médio como a melhor aluna da classe e sair da cidade pequena onde mora o mais rápido possível. E nada vai ficar em seu caminho — nem mesmo uma rara doença genética que aos poucos vai apagar sua memória e acabar com sua saúde física. Ela só precisa de um novo plano. É assim que Sammie começa a escrever o livro de memórias: anotações para ela mesma poder ler no futuro e jamais esquecer. Ali, a garota registra cada detalhe de seu primeiro encontro perfeito com Stuart, um jovem escritor por quem sempre foi apaixonada, e admite o quanto sente falta de Cooper, seu melhor amigo de infância de quem acabou se afastando. Porém, mesmo com esse registro diário, manter suas lembranças e conquistar seus sonhos pode ser mais difícil do que ela esperava.
Samantha sofre de uma doença (Niemann-Pick do tipo C) que aos poucos faz ela ter vários problemas, e um deles é a perda da memória. Seu maior sonho é ir para a universidade, ela lutou muito por isso, conseguiu estudar em uma boa escola e foi aceita pela NYU (Universidade em Nova York).

A Sam do presente escreve tudo sobre ela para a Sam do futuro, para que ela saiba os seus sonhos, seus desejos e principalmente quem ela é de verdade. Conforme ela escreve vamos conhecendo essa personagem que cativa pela força de vontade e positividade.

Sam não contou nada de sua doença para a amiga Maddie, ela acha que se contar vai fazer com que a amiga não critique seus debates e fique sem chão, não quer ver a amiga sofrer por conta de sua doença.

A amizade entre Maddie e Sam é verdadeira, é legal a maneira como elas se apoiam, mas o que acho triste é Sam não ter contado a ela sobre a doença, entendo que ela tem medo de que a amiga a trate como coitadinha e tal que é o que acontece muitas vezes, mas acho que a amizade delas é tão legal e verdadeira que Maddie tem o direito de saber que sua amiga não vai ser sempre a mesma e que pode um dia esquecer essa amizade.

Sam se abre com Stuart sobre seus sentimentos e logo percebe que fez o certo, que pode se sentir uma garota normal, bonita, capaz de causar interesse em alguém, Stuart se mostra um fofo, não um menino mulherengo, mas totalmente sincero.

Sam se preparou e esperou tanto pelo torneio de debates, ela e Maddie estavam indo bem, mas na rodada final Sam teve um colapso, esqueceu onde estava, o que argumentar e tudo foi por água abaixo e agora ela sabe que precisa contar para a amiga tudo sobre a sua doença, mas Maddie está sofrendo por causa de sua namorada, Stace, ela resolveu dar um tempo no relacionamento com Maddie, Sam então percebe que a amiga precisa de um tempo para com seus pensamentos.


Stuart fez despertar em Sam um lado que ela nem conhecia, ela se sente a vontade com ele e o mais legal é que ela é sempre direta e faz muitas perguntas.

Aos poucos Sam vai percebendo que mesmo torcendo para que a doença a deixe realizar todos os seus sonhos, ela começa a ter sinais de que nem tudo vai tão bem assim, os brancos estão ocorrendo com mais frequência e ela teve que apelar para uma atitude que jamais imaginou que iria tomar para poder terminar os estudos.

A doença avança implacável, mas é incrível a maneira como ela encara tudo, Stuart disse que ficaria ao seu lado quando ela contou tudo a ele. Coop é um amigo que está sempre presente, de um jeito ou de outro ele tenta sempre fazer ela se sentir bem e mostra que ela pode conviver com as mudanças que estão chegando.

Quando eu li a sinopse fiquei com medo de a leitura ser triste demais, eu quase sempre fujo de livros assim, mas resolvi apostar e a leitura é surpreendente, a maneira que a autora desenvolveu a história é comovente e ao mesmo tempo cativante, me fez em muitos momentos sentir empatia por Sam, muitas vezes me coloquei no lugar dela para tentar imaginar como é passar pelo que ela passa.

Posso dizer que comecei o ano com uma leitura emocionante e que me fez pensar em como a gente muitas vezes desanima quando enfrentamos problemas menores. Samantha nos dá uma verdadeira lição de vida. Leitura recomendada.

21 fevereiro, 2017

Resenha - Anjo Mecânico

Título: Anjo Mecânico
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Ano: 212
Gênero: Fantasia
Sinopse:Tessa Gray tem um anjinho mecânico pendurado no pescoço, um presente de família do qual nunca se separa. O tique-taque do pingente faz com que ela se sinta segura junto à lembrança dos pais, que já morreram. Mal sabe Tessa que esse barulhinho muito em breve vai se tornar o odioso som de um exército comandado por forças do Submundo. Com os Caçadores de Sombras e seu recém-descoberto poder sobrenatural, ela enfrentará uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das trevas na Londres vitoriana.

" O mundo antes de Os Instrumentos Mortais." 
Faz um zilhão de anos que eu li os instrumentos mortais, e já tinha ouvido falar da trilogia que antecedia os acontecimentos de TMI, mas sinceramente eu nunca dei muita bola e passou anos e anos, acabou que eu fiquei adiando a leitura de um livro simplesmente INCRÍVEL. Escrevo essa resenha toda feliz depois de ler essa maravilha de livro da Cassie. Se você leu os instrumentos mortais e amou, é uma leitura obrigatória, já se você ainda não leu, eu sugiro que comece com a trilogia de as peças infernais.

Anjo mecânico é o primeiro livro da trilogia, a história da vez é de Theresa Gray uma norte-americana que após a morte da tia vai para Londres buscar refúgio com seu irmão mais velho, Nathaniel Gray, que há alguns anos vive na capital Londrina por conta do trabalho, mas chegando lá ela se depara com uma dupla de mulheres que a sequestram afirmando que estão com seu irmão como cativo, e que se ela não contribuir com suas habilidades matariam seu irmão. No começo Tessa pensa que as irmãs – que ela intitula como irmãs sombrias – estão loucas, já que ela é apenas uma órfã sem nada de interessante. Porém, Tessa descobre que tem a habilidade de se transformar em qualquer pessoa apenas tocando em algum objeto pertencente ao indivíduo. Apesar de fazer tudo que as irmãs sombrias quisessem, ela acaba descobrindo que estas mulheres elaboraram planos terríveis que a envolviam, tentando escapar encontra William LINDO Herondale que também investiga as atividades das mulheres. Com Will e outros aliados, Tessa descobre a verdade existente no mundo, que existem coisas entre o céu e o inferno que as pessoas nem sequer sabem que existem, como caçadores de sombras, vampiros, lobisomens e feiticeiros. O próprio Will e seu parabatai (parceiros de luta) James Carstais ou apenas Jem, são caçadores de sombras que são humanos com sangue de anjo e são defensores discretos dos mundanos e do submundo – vampiros, feiticeiros, lobisomens – eles vão ajudar Tessa a descobrir o seu lugar como integrante no mundo oculto.

“Acredito em bem e mal. E acredito que a alma é eterna. Mas não acredito no abismo de fogo, com tridentes e tormento eterno. Não acredito que se possa ameaçar as pessoas para torná-las boas.”
 O livro todo vai abordar a integração de Tessa nesse novo mundo, a parceria com os caçadores de sombras e a busca por aquilo que a protagonista acredita sobre o que é certo e errado. Como protagonista a Srta. Gray é um pouco parecida com a Clary sempre impulsiva e frustrando os leitores em certas passagens do livro, mas eu gostei mais da Tessa, ela consegue ser mais pé no chão e não muito irritante. Já o Will é um Jace melhorado, mais autêntico em tudo. É impossível não querer comparar os protagonistas. Mas os outros personagens são adoráveis, dessa vez Cassandra se superou na arte de criar personagens apaixonantes.

O livro apesar de falar do mesmo mundo que o de TMI, há algo de intenso em toda a história e que te prende a cada palavra. Talvez seja o cenário Londrino ou os personagens que são brilhantes com suas filosofias e também as cenas de aventura, luta e mistério. Porque se há alguma coisa que esse livro tem é mistério e que o acompanha até o final do livro.

 E nem vou falar sobre o romance que tem no livro. Ainda não sou capaz de opinar, quem sabe no próximo livro tudo fique mais claro para mim. 

“É grandioso tanto amar quanto ser amado. O amor não é algo que possa ser desperdiçado.”
 Como eu disse na introdução da resenha esse livro é um ótimo começo para você se apaixonar pelo mundo das sombras.

19 fevereiro, 2017

Resenha - Simplesmente o Paraíso

Título: Simplesmente o Paraíso
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017
Gênero: Romance/ Literatura Estrangeiro
Sinopse: Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.
Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.
Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.
 “Depois dos Bridgertons você irá conhecer e se apaixonar pelo Quarterto Smythe-Smith. ”

Não é à toa que Julia Quinn consegue ser uma das minhas autoras de romance de época favoritas, ela é capaz de criar um romance delicado com altas questões amorosas sem cansar a leitura, pois ela tem um dom de escrever romances com diálogos superleves que dão um toque divertido a trama.

Simplesmente o paraíso é o primeiro livro do quarteto Smythe-Smith e a mocinha é Honoria Smythe-Smith que faz parte do Recital terrível musical da família a apenas um ano que é conhecido por toda a Londres pelo som um pouco horrível do concerto. Mas é uma tradição familiar que toda jovem solteira em plena idade de debutar faça parte do recital, mesmo que nenhuma delas tem uma veia para música ou toque instrumentos de forma adequada. Porém para Honoria mesmo sabendo quão ruim ela é no violino é um prazer tocar nessa recital anual e um prazer maior ainda fazer parte do quarteto, pois ela tem consciência de fazer parte de uma bela família – mesmo que devido as circunstâncias a família dela não seja um grande exemplo, mas mesmo assim ainda ela tem alguém – diferentemente do Conde de Chatteris que até então só contava com a família de Honoria para chamar de sua, já que seu melhor amigo o incluía em todos os eventos, jantares e férias. Infelizmente tudo isso acabou quando Daniel Smythe-Smith foi exilado do país e a amizade entre Marcus Holroyd e a família Smythe- Smith esfriou. Entretanto antes de Daniel sair do país ele deixou uma missão a Marcus que seria proteger a irmã mais nova, Honoria, de pretendentes indesejáveis, o que Holroyd faz com determinação, mas depois de um encontro com Honoria a amizade dos dois começa a retornar, será que Marcus vai conseguir levar a sério a promessa que assumiu de proteger a Srta. Smythe-Smith dos pretendentes?


Esse livro é sem dúvida nenhuma completamente apaixonante, é tão doce a história de amor entre Honoria e Marcus, dei tantos suspiros em certas passagens do livro. A um amadurecimento, mas mesmo assim conseguimos sentir a leveza da escrita da Quinn e é impressionante a caracterização da personagem pelo fato de criar uma personalidade que encaixe com o par ideal. Por exemplo a Honoria valoriza a família e já Marcus sempre quis uma família, Honoria é animada, mas aprecia uma boa conversa e Marcus mantem seu bom-humor escondido de outras pessoas, sendo que para pessoas que ele tem intimidade como Honoria as conversas são recheadas de um humor ácido que dá um toque bem divertido ao livro. 

"Nem se dera conta de que sentia falta daquela sensação de pertencimento, de estar no lugar certo, com alguém que a conhecia plenamente e, ainda sim, achava que valia a pena rir com ela."
 Acho que vai ser preciso um casal muito incrível para substituir Marcus e Honoria do meu coração, como eu disse, eles foram um casal extremamente apaixonante; do tipo de arrancar cabelos quando acontecia algo que os distanciavam. Sinceramente Julia Quinn a senhora vai acabar com meu pobre coração.

+ Quotes 
"- Você precisa melhorar – sussurrou Honoria. – Não sei o que farei se você não melhorar. – Então. Tão baixinho que ele mal a escutou, acrescentou; - Talvez você seja meu porto seguro."
 Honoria ainda estava com ele.
E marcus tinha a estranha sensação de que sempre estaria.